Página Inicial Data de criação : 08/01/07 / Última actualização : 08/01/29 23:17 / 358 Artigos publicados

FADO VADIO  Inserido Monday 14 January 2008 21:56

Esqueça o bacalhau seco e salgado e o fado de Amália Rodrigues, a dama da música portuguesa. Muito além dos estereótipos, nas mesas e nas madrugadas, pulsa uma Lisboa a ser descoberta por quem tem fome de novidades.

Há várias maneiras de penetrar a alma dessa capital e compreender melhor as influências que herdamos de nossos colonizadores. A poesia de Fernando Pessoa e a prosa de José Saramago, a estética do cineasta Manoel de Oliveira, as belas e conservadas igrejas católicas e os castelos centenários sempre encantam os turistas. Mas, na próxima vez que for à Lisboa, dê uma chance à cultura popular.

Uma de suas expressões mais autênticas é o fado vadio, o equivalente ao samba de morro brasileiro. Longe dos holofotes turísticos, é a música cantada pelo povo e para o povo. É uma experiência bem diferente da vivenciada nas tradicionais casas de show de fado, onde profissionais fazem malabarismos vocais noite após noite --geralmente em restaurantes caros e com comida ruim.
O fado vadio é cantado nas tascas, botecos despretensiosos que servem cerveja gelada e comidinha com preços também no diminutivo. E quem solta a voz por aqui? Advogados, cozinheiras, lixeiros, empresários, arquitetas... até mesmo cantores profissionais, quando estão de folga. Sempre amparados por dois músicos com longa rodagem na noite, que fazem a base para os lamentos do fado, com um violão e uma guitarra portuguesa.

Nessa modalidade importam menos a qualidade do cantor e mais a emoção que ele transmite. Mas isso não se traduz num festival de desafinados. O fado vadio não é um show de calouros, muito menos um karaokê.

Antes, é preciso entender que o fado, que encontra sua origem na palavra destino, não se resume a um estilo musical para os portugueses. Ouvir um fado é presenciar e saber dividir um lamento, uma confissão de tristeza, de dor ou de angústia. Mas também de felicidade e gozo.

É perambulando de tasca em tasca noite adentro que muitos amadores se tornam profissionais com o tempo. Outros, que após alguns copos de cerveja tomam coragem, se levantam e pedem para desafiar em verso os violonistas --sem ensaio, mas com a letra decorada na alma. O espetáculo, invariavelmente emocionante, está garantido.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/turismo/noticias/ult338u5381.shtml
Link permanente

Luis vicente "Falsos amigos"  Inserido Monday 14 January 2008 22:18


Votre plugin flash n�cessite une maj !cliquez ici

Link permanente

César Martins "Eu canto para não chorar"  Inserido Monday 14 January 2008 22:21


Votre plugin flash n�cessite une maj !cliquez ici

Link permanente

José António Matoso "Marginal"  Inserido Monday 14 January 2008 22:23


Votre plugin flash n�cessite une maj !cliquez ici

Link permanente

Suzete Carvalho "Adeus Mouraria"  Inserido Monday 14 January 2008 22:26


Votre plugin flash n�cessite une maj !cliquez ici

Link permanente